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Uma súplica sem resposta

segunda-feira, 29/06/2009 8:45 am  

O comportamento dos irmãos de José relatado em Gênesis 37:12-30 é deplorável. Quem poderia imaginar que seus próprios irmãos, vendo chegar o jovem que lhes trazia alimento, revelariam o ódio que havia no coração deles, dizendo: “Vinde, pois, agora, e matemo-lo?”

Como imaginar esses homens violentos apoderando-se dele, tirando-lhe a roupa, jogando-o em uma cisterna e finalmente vendendo o próprio irmão como escravo?

Se o relato acabasse aqui, nos sentiríamos indignados pela crueldade que o ciúme pode provocar.

Deus nos revela os sentimentos da vítima através de seus irmãos: eles se lembravam perfeitamente da “angústia da alma” de José. Quando ele se achou naquela situação extrema, sua única esperança era pedir misericórdia; ele rogou, mas não foi ouvido, como os seus irmãos confessaram.

Essa cena é comovente, mas Deus quer usá-la para nos falar d´Aquele que mais tarde seria enviado para nos trazer a salvação. Este não recebeu melhor acolhida por parte de Seus irmãos, e tampouco obteve resposta de Deus logo antes de conhecer Seu desamparo e a morte.

Profeticamente, o salmista revela os sentimentos do Senhor Jesus: “Deram-me mal pelo bem e ódio pelo meu amor”. (Salmo 109:5)

“Deus meu, eu clamo de dia, e tu não me ouves; de noite, e não tenho sossego”. (Salmo 22:2).

“Esperei por alguém que tivesse compaixão, mas não houve nenhum; e por consoladores, mas não os achei”. (Salmo 69:20)

Ao meditarmos nos sofrimentos do Senhor Jesus seremos capazes de compreender um pouco mais de Seu infinito amor e, assim, poderemos declarar: “No teu nome e na tua memória está o desejo da nossa alma”. (Isaías 26:8)


Extraído do devocional “Boa Semente”

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