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Pentecostes : a festa de rua cristã

terça-feira, 09/06/2009 1:58 am  

Pentecostes é o nome grego dado a uma festa israelita chamada: Festa das Colheitas ou Semanas (Êxodo 23:14-17; 34:18-23). No antigo testamento a festa não se chamava Pentecostes, seu nome foi mudado depois do domínio dos gregos. A festa de chamava “Colheita” ou “Semanas” por celebrar as colheitas e, porque a festa tinha a duração de uma semana.

Fica claro no Novo Testamento a relação que esta festa tem com a Páscoa, seu nome, Pentecostes, significa: “cinqüenta dias após”, neste caso cinqüenta dias após a Páscoa.

Diferentemente da Páscoa, a festa do Pentecostes não devia ser realizada no âmbito familiar somente. Enquanto a Páscoa era uma “festa caseira” “…tome cada homem um cordeiro para sua família , um cordeiro para sua casa” (Êxodo 12:2), a Festa da Colheita ou Pentecostes era uma festa aberta a todos, uma “festa de rua”, uma celebração para toda a comunidade, “Alegrar-te-ás perante o Senhor teu Deus, tu,teu filho, tua filha, teu servo, tua serva, o levita que está na cidade, o estrangeiro, o órfão, a viúva, que estão no teu meio” (Deuteronômio 16:11). Precisamos compreender o significado do Pentecostes no Antigo Testamento, para saber qual a intenção da ação de Deus no Novo Testamento.

Em Atos 2, vemos os discípulos na expectativa da celebração dessa festa, eles estão dentro da “igreja”, assentados esperando o revestimento do Espírito Santo. A relação dos discípulos com a rua, ou seja, os povos, os perdidos, os necessitados, ainda não está estabelecida. Jesus já havia vindo, já havia ensinado, já havia demonstrado a forma de agir, a forma como deveria pregar o evangelho e onde este evangelho deveria ser pregado. A festa dos Pentecostes não deveria ser uma festa particular, assim como o evangelho, as boas novas não devem ser particulares aos cristãos.

Quando o Espírito Santo de Deus vem sobre os discípulos “de repente veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde eles estavam assentados” (Atos 2:2), a atitude deles é mudada, eles saem das paredes de sua “igreja” e começam a ministrar a todos aqueles que estão ali em Jerusalém.

Esse é o propósito de Deus para a nossa igreja ainda hoje. O Pentecostes, o derramar do Espírito de Deus, vem sobre nós com uma função definida. Não é para usarmos apenas dentro de nossas igrejas, precisamos entender esta dimensão do evangelho. O próprio Senhor Jesus declarou “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelhizar…” (Lucas 4:18)

Jesus deixa claro que o derramar do Espírito de Deus, “o Pentecostes” de nossas vidas, acontece com uma finalidade. Estou ungido para uma tarefa.

Precisamos nos lembrar, assim como para os Metodistas que a poucos dias comemoraram “O dia do coração aquecido” de John Wesley, lembrar da postura desse homem, com relação a esta experiência, o que o fez dizer: “O Mundo é a minha paróquia”.

Como Igreja do Senhor, precisamos nos lembrar, que ao celebrarmos o dia de Pentecostes estamos também firmando um compromisso, de sermos testemunhas, dentro, porém e principalmente fora da igreja.


Pastor Cesar Augusto Sitta

Igreja Metodista, Cornélio Procópio – PR, BR

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